Um Ano para ser Lembrado

 

· Pela ABIH/RS
       · Pelos hoteleiros
            · Gaúchos

Quando a ano de 2008 deu a volta no calendário, a hotelaria do estado, reunida em torno de sua entidade líder, olhou para trás e viu um rastro de atitudes, números e eventos que marcou a sua história. Muitos hoteleiros já haviam esquecido a palavra overbook, não estavam familiarizados com mudanças no perfil da diária Média e muito menos esperavam que o ano os recompensasse, pois a expectativa de um boom já morava em um passado longínquo, com suas mentes influenciadas pelo bombardeio diário de notícias que davam conta de suprimir, calotes, lehmannbrothers e as imagens de executivos estendendo pires para o imperador. As notícias ruins do final do ano embotaram o entusiasmo pelo PRESSAL, pelo Superávit, pelo grau de investimento e pelo zeramento da dívida externa. Segundo um guru da moderna economia mundial, o que vai acontecer na economia global, é o que está na mente de cada agente econômico individual. Assim, prosperou nestes dias a crença que estamos em crise e esquecemos tudo o que foi feito de bom, poro governos, pelas empresas e pela sociedade anônima de cada brasileiro que se esforçou para que o conjunto da nacionalidade progredisse.


Aí, vieram os números. Nada de se comparar o Brasil à China, ou mesmo, a cidade de Rio Grande a Dubai, mas, serão números dignos de figurar em um capítulo da nossa história que será escrita no futuro, como um ano a ser lembrado. A hotelaria tornou-se atrativa, mesmo sem se configurar como uma Meca para novos investimentos, mas, recuperou níveis de ocupação que deram uma certa tranqüilidade aos hoteleiros, principalmente da capital e das principais cidade de negócios do estado. Mesmo os destinos turísticos como Bento Gonçalves, Gramado e Torres que sofreram com o dólar subvalorizado, tiveram como recompensa o aumento do fluxo interno por conta do aumento da renda média nacional.
    
Em agosto de 1994, quando visitava o Rio Grande do Sul, o então candidato a presidente Lula declarou em uma entrevista que sonhava ver os trabalhadores brasileiros comendo um bife por dia e podendo, pelo menos uma vez na vida, assistir uma peça de teatro ou um concerto de orquestra sinfônica. 15 anos depois, tornou-se realidade o que era a sua pretensão de se tornar líder o seu povo e de sua nação. Também tornaram-se realidade a auto-suficiência em petróleo, o fim da dívida externa, o salário mínimo acima de cem dólares, o arrefecimento da fome e, agora, esperamos um dia ouvir do presidente que ele ajude a alimentar a chama de nossa esperança em ver os trabalhadores brasileiros viajando de avião pelo Brasil e se hospedando em nossos hotéis, pois o bife já é realidade, o acesso a educação, cultura, renda e bem estar social estão a caminho em passos firmes.


2009 será o ano da criatividade, da inovação e da oportunidade, quando aplicaremos os ganhos reais em produtividade para melhorar a qualidade de nossas instalações e de nossos colegas de trabalho.

José Reinaldo Ritter