O
que seria do amarelo se todos gostassem do verde... Agradar no complexo
mundo em que vivemos não é tarefa fácil. Não são só as peculiaridades
individuais, mas as geográficas, as culturais, as sociais, as de gênero
e idade, em fim, uma gama muito grande de itens que se colocam para
pensar e analisar quando o negócio-hotel é a preocupação.
Encantar, surpreender o cliente. É preciso conhecer esse cliente para
criar as condições de atingi-lo pela emoção. Emoções são inerentes ao
ser humano, mas dependem das experiências, das vivências, do meio
geográfico e sócio-cultural, de momentos e etapas peculiares da vida de
cada um. Fica-se, assim, a mercê de uma diversidade grande de fatores
que influem e modificam as emoções.
Premissa muito importante para quem está orientando a operação e mesmo
um projeto do negócio-hotel é tentar segmentar o mais possível o tipo de
cliente-alvo, ligado ao local do empreendimento - cidade, praia, serra,
campo - para minimizar os conflitos e criar ambientes e serviços
baseados nas suas realidades. Espaços, cores e iluminação, acabamentos e
objetos, são alguns dos detalhes que somados ao atendimento deverão ser
pensados de acordo com o público escolhido. De que adianta ter o melhor
colchão do mercado se meu cliente está habituado a dormir em rede?
Muitas reflexões a respeito desta diversidade foram suscitadas em
recente viagem ao exterior, México e Estados Unidos. Por exemplo: na
Cidade do México, um elegante e luxuoso estabelecimento oferecia mão de
obra local não capacitada para o serviço exigido por cadeia
multinacional; em Nova York, um prédio sem nenhum atrativo a não ser sua
idade avançada, com as rugas de muitas reformas e adaptações, possuía
uma mão de obra qualificada para oferecer atendimento diferenciado.
Diversidades regionais, conceituais e de atendimento.
A maior ou menor preocupação com a responsabilidade sócio-ambiental
também chamou a atenção nestes outros países. Enquanto aqui se nota cada
vez mais este tema presente numa operação hoteleira, surpreendeu o
desperdício e a falta de economia de energia, água e produtos em geral.
Até bem poucos anos, a igualdade era a palavra de ordem e a meta geral.
Hoje, a diversidade paira em todos os setores, nada nem ninguém é igual,
e ainda mais, tudo está em constante movimento e mudança. O hoteleiro,
como bom administrador de seu negócio, precisa estar em sintonia com
esta diversidade, saber focar, respeitar e atender de acordo com as
diferentes necessidades e expectativas. Foco e bom atendimento andam
juntos em prol do sucesso do negócio. Informações, conhecimento e
pesquisa constante são importantes para oferecer embasamento para que o
amarelo e o verde convivam na mais plena harmonia.
Não houve objetivo aqui de expressar verdades absolutas ou considerações
conclusivas, mas reflexões incipientes a respeito deste tema apaixonante
que é encantar e surpreender o cliente neste mundo onde cada vez mais a
diversidade se impõe.